quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Última Flor do Lácio

“Flor Lácio”, assim era tratada a Língua Portuguesa por um de seus maiores autores, Olavo Bilac.   As flores representavam as línguas neolatinas daquela região, Lácio. E a língua portuguesa foi a última a ser estruturada, já no século XVI, por Camões.

Desde então, muito se tem dito e escrito em prosa e verso e melodia. Quantas palavras vazias, significativas e vividas são expressas! Palavras que despertam emoções e sentimentos por ela traduzidos. Sem falar naquelas que só existem em sua essência, como “saudade”.

Assim como tantos declamadores, escritores e cantores, Caetano não resistiu  aos seus encantos: “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões”; “Minha pátria é minha língua”. Mas muitos, atualmente, não parecem comungar a mesma admiração. Preferem outros idiomas, como o inglês de Shakespeare, o francês de Saint-Exupéry, o italiano de Alighieri, o espanhol de Cervantes, o russo de Tolstoi, o alemão de Von Goethe...

E a língua portuguesa vai aparando as arestas que lhe são impostas pelos incultos, pelos apressados, pelos desfavorecidos. Segue malfalada, maltratada pelos incautos, desvalorizada, mas consciente de seu poder perante a nação. Por isso nada mais justo que existir um dia dedicado a  ela – 10 de junho. 


Vale uma reflexão sobre a importância de conhecê-la com mais profundidade e por que não uma reverência a sua austeridade.

                                                                                                                   Maria Teresa 

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