sexta-feira, 25 de julho de 2014

É Vero! #48 - Os Avós de Hoje

O dia 26 de julho é dia de celebrar nossos avós! A data foi escolhida em homenagem aos pais de Maria, avós de Jesus Cristo, Ana e Joaquim.

Na verdade todos os dias são dias de lembrarmos com carinho de nossos avós! 

Podemos não lembrar muitos detalhes da nossa infância, mas, quem não se lembra de infinitos detalhes ou casos infantis passados em suas casas?  Cada história contada, cada doce roubado antes das refeições, cada acalanto numa sombra qualquer do quintal, aquela sopinha especial que só a avó fazia, ou aquela arte que só o avô podia incentivar! E seus ensinamentos, nunca maçantes, eram lições de vida, contrários às broncas de nossos pais.

Ainda me lembro dos aromas da casa de minha avó quando chegava por volta das 3 ou 4 horas e ela estava com o lanche da tarde na mesa – pão fresco, quitandas e biscoitos, geleias, chás e leite caramelado... 



As avós de antigamente faziam crochê, tricô, quitandas e quitutes, sentavam na cadeira de balanço do alpendre, escolhiam arroz, catavam feijão, remendavam roupas – e, às vezes, até uma bola de meia. E os avôs mexiam no quintal, criavam brinquedos e brincadeiras com o que encontravam: cavalinho de cabo de vassoura, perna de pau, telefone de lata, cofrinhos de cabaça para guardar os tostões ganhos, bodoques de galhos cuidadosamente talhados, arapucas para pegar galinhas, bastões e aros para rodar pelas ruas. Ambos eram mágicos com sua sabedoria, cumplicidade e carinhos sempre disponíveis. 

Hoje, os papéis são outros. Parecem mais jovens, mas, na verdade, apenas com mais qualidade de vida
e saúde. Continuam amigos, conselheiros, educadores e, agora, ainda assumindo o papel literal de pais substitutos. Jovens pais que não querem perder o momento profissional e delegam a criação dos filhos aos cuidados dos avós. E, muitas vezes, estes, já aposentados ou em melhores situações financeiras, são também parceiros na manutenção dos novos lares.


E...talvez por isso, os novos avós, de tantas obrigações para com os netos, passam a ser tratados como segundo pais, tomando para si cuidados como levar à escola, ao médico, ao cinema, ao parquinho etc., e certamente enriquecendo a formação de um adulto saudável e responsável, porém sem aquela aura de magia e cumplicidade própria das relações avós e netos.

Se antes os netos educados pelos pais, respeitavam os mais velhos, baixando o olhar ou outras atitudes que muitos ainda louvam, hoje muitas relações deixam a desejar. Tornaram-se corriqueira as relações a ponto de algumas se deteriorarem, causando desconforto e desentendimento na convivência cotidiana. Além do desrespeito e da humilhação que muitas vezes impingem aos anciões da família.

  

Psicólogos alertam: Os avós não são babás de luxo. Eles têm sabedoria suficiente para decidir e tomar atitudes, enfim, eles criaram os pais! E estes, se delegaram poderes àqueles, têm que respeitar os palpites e evitar qualquer discussão na presença dos mais jovens. Apenas devem deixar claros os limites que devem ser observados, numa parceria saudável para as três gerações. Enfim, os avós são, sim, aqueles que mais povoam nossa boa memória afetiva, pois todos nós fizemos coisas proibidas, contando com sua cumplicidade mais liberal, sem nenhum prejuízo na nossa vida adulta.

Ao reverenciar nossos avós, devemos também ajudar e incentivá-los a se cuidarem melhor para estarem   sempre inseridos na vida familiar e terem mais qualidade de vida, passando-nos sempre seu testemunho de um passado que ainda agrega experiências, nos dão força e nos ajudam a seguir em frente com suas sabedorias não marginalizadas, que unem nosso passado ao nosso futuro.
  

Atingir a melhor idade, envelhecer com boa saúde mental e física é uma vitória. Vamos fazer com que nossos velhos avós vivam esta fase da vida com prazer e bem-estar. Eles merecem. Deixe-os se sentirem úteis, delegando-lhes funções. Incentive-os a sair de casa, para simples passeio na calçada, caminhadas, academias, aulas diversas ou excursões. Isto traz novas amizades com pessoas da mesma faixa etária, dando novos motivos para se atualizarem ou cuidarem-se, mantendo a mente sempre ativa e aumentando a autoestima e aceitação da idade.

  

Enfim, o aumento da expectativa de vida, melhores condições culturais e financeiras criaram novas relações entre avós/pais/netos. Entre os novos avós, os conflitos devem ser administrados de forma a acrescentar e trocar saberes, amores, vitalidade, segurança, tranquilidade e tolerâncias, já que muitos avós também ouvem Beatles e Rolling Stones, transgrediram e romperam tabus em seu tempo, acompanham as inovações tecnológicas e, acima de tudo, buscam alegrias, cuidam da aparência e da alimentação e prezam pela felicidade de toda a família.




Dê um grande abraço em seus avós neste 26 de julho.
Agradeça-lhes por você existir.
Mesmo que por telefone ou pensamento!

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